Ilustração de cidade com pontos de coleta e reciclagem
Jornalismo cívico

O lixo da sua rua também é assunto público

Recicla Radar investiga como as capitais brasileiras lidam com resíduos, traduz normas em passos concretos e mostra como qualquer morador pode fiscalizar o descarte irregular.

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Coleta seletiva

Coleta seletiva na prática nas capitais brasileiras

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Denúncias

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Reciclagem doméstica

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Editorial

Por que fiscalizar o lixo importa

No Brasil, segundo estimativas do Ministério do Meio Ambiente, menos da metade dos municípios oferece coleta seletiva regular. Enquanto isso, aterros sanitários continuam recebendo toneladas de material reciclável misturado ao orgânico. O problema não é só ambiental: esgoto a céu aberto, entupimento de bueiros e proliferação de vetores de doença começam muitas vezes com um saco mal descartado na esquina.

Recicla Radar nasceu para preencher uma lacuna entre o discurso institucional e a rotina de quem mora em bairro periférico ou centro histórico. Não vendemos consultoria nem produtos de limpeza. Publicamos guias verificáveis, cruzamos dados de prefeituras e ouvimos catadores, síndicos e moradores que tentam fazer a parte deles.

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O que acompanhamos

O Recicla Radar cobre três frentes que se cruzam no dia a dia urbano. A primeira é a infraestrutura pública: calendário de coleta, pontos de entrega voluntária, cooperativas de catadores e contratos de concessão que muitas vezes ficam opacos para o morador comum. A segunda é a conformidade legal — o que diz a Política Nacional de Resíduos Sólidos, quem fiscaliza e quais sanções existem quando prefeitura ou empresa descumprem o acordo. A terceira é a ação individual: separar em casa, reduzir volume, devolver embalagens no comércio e registrar irregularidades com método.

Nosso tom é de jornalismo de utilidade pública. Evitamos listas genéricas copiadas de manuais internacionais. Preferimos exemplos brasileiros: a diferença entre o sistema de coleta de Curitiba e o de Salvador, o aplicativo de denúncia usado em Belo Horizonte, a exigência de logística reversa para pilhas e baterias. Quando uma informação depende de fonte oficial, citamos o órgão e a data da consulta.

Acreditamos que transparência começa perto de casa. Um morador que sabe em qual dia passa o caminhão de recicláveis evita deixar sacos na calçada sob chuva — e isso já reduz a contaminação do papel e do plástico. Quem registra um descarte em córrego ou terreno baldio com foto georreferenciada ajuda o poder público a priorizar fiscalização. Quem organiza a cozinha com três recipientes e ensina os filhos a separar cria hábito que dura décadas.

Este site não substitui canais oficiais de denúncia nem orientação jurídica. Nosso papel é informar com clareza, apontar caminhos e documentar o que funciona — e o que continua falhando — nas 27 capitais e nas regiões metropolitanas que concentram a maior parte da população brasileira.

Publicamos com frequência revisada: calendários de coleta mudam após licitações, novos ecopontos abrem em bairros periféricos e aplicativos de ouvidoria ganham formulários que pouca gente conhece. Por isso cada guia indica quando foi verificado e convida leitores a reportar mudanças pela redação. Jornalismo cívico, para nós, é informação que circula de volta para a comunidade — não conteúdo descartável que envelhece em silêncio. Acompanhe as reportagens e compartilhe o que for útil no seu bairro.

Para moradores

Guias passo a passo, calendários explicados e respostas para dúvidas comuns: posso misturar vidro e metal? O que fazer se o caminhão não passou?

Para fiscalização cívica

Como documentar irregularidades, quais órgãos acionar e como acompanhar o andamento de uma denúncia sem desistir na primeira resposta evasiva.